Liderança: Homens priorizam “talento” e as mulheres a “conciliação familiar”

Três profissionais a sorrir em ambiente de trabalho colaborativo - liderança e trabalho em equipa

Relativamente à liderança feminina, 35% considera que a diversidade e a inclusão são plenamente promovidas, mas apenas 17% reconhece paridade de género

A atração e retenção de talento é apontada como principal prioridade por 35% dos homens que ocupam cargos de liderança, enquanto 32% das mulheres identificam a conciliação entre vida profissional e familiar como o maior desafio. Estes dados fazem parte da análise “Novos Líderes para Novos Tempos”, desenvolvida pela Claire Joster People first, empresa do Grupo Eurofirms People first, especializada em Executive Search, a partir da auscultação de mais de mil líderes e responsáveis de equipas.

De forma transversal a ambos os géneros, a análise conduzida pela Claire Joster confirma esta tendência. Atração e retenção de talento (31%), conciliação familiar (30%) e flexibilidade horária (29%) surgem de forma consistente entre as principais preocupações dos líderes inquiridos, refletindo uma transformação nas exigências colocadas à liderança e uma crescente valorização de modelos de trabalho mais equilibrados.

No que diz respeito à liderança feminina, os dados revelam que esta evolução não se traduz ainda numa perceção generalizada de equilíbrio nos cargos de decisão. Apesar de 35% das líderes inquiridas considerarem que a diversidade e a inclusão são plenamente promovidas nas organizações, apenas 17% reconhecem a existência de paridade de género nos cargos de liderança e com responsabilidade, evidenciando a distância entre políticas de diversidade e a perceção de igualdade efetiva no acesso à liderança.


Grupo Eurofirms em Portugal dá o exemplo: liderança feminina é superior

Apesar deste enquadramento, os dados internos do Grupo Eurofirms em Portugal revelam um exemplo a seguir: 76% dos cargos são ocupados por mulheres. Nos cargos de liderança, essa presença é ainda mais acentuada, com a liderança feminina a representar 81%, o que indica um acesso significativo a funções de responsabilidade. No entanto, é nos cargos de liderança sénior do Grupo Eurofirms Portugal, ocupados por profissionais com mais de 50 anos, que se observa um equilíbrio maior entre homens e mulheres, sugerindo que a consolidação da paridade tende a afirmar-se sobretudo nas fases mais avançadas do percurso profissional.

Segundo Sílvia Coelho, National Leader da Claire Joster em Portugal, “estes dados mostram que o desafio da liderança vai além do acesso inicial aos cargos de decisão. A progressão ao longo da carreira e a consolidação em cargos de maior senioridade são determinantes para um equilíbrio mais consistente, tal como a capacidade de conciliar exigências profissionais e pessoais. Atrair talento, promover equilíbrio e garantir progressão são hoje dimensões interligadas e essenciais para a sustentabilidade das organizações”.